Set-Jetting: os destinos de séries e filmes que viraram febre entre os viajantes
Do streaming para o mapa: como filmes e séries estão transformando cenários de ficção em destinos turísticos desejados por viajantes de todo o mundo
Viajar para conhecer uma cidade histórica, uma praia paradisíaca ou uma paisagem natural sempre fez parte dos sonhos de muitas pessoas. Mas, nos últimos anos, surgiu uma nova forma de escolher o próximo destino: primeiro vem a série ou o filme, depois a viagem.
Esse comportamento ganhou um nome: set-jetting — expressão criada a partir da combinação de “set”, referência ao cenário ou locação de uma produção audiovisual, e “jet-setting”, associado às viagens. A ideia é simples: espectadores se apaixonam por uma história, por seus personagens ou pelas paisagens mostradas na tela e passam a querer conhecer pessoalmente aqueles lugares.
O fenômeno transformou cidades, bairros, restaurantes, castelos, praias e até pequenas vilas em atrações turísticas. Com a popularização dos serviços de streaming, essa influência ficou ainda maior. Uma produção lançada em uma plataforma pode alcançar espectadores em dezenas de países e, em pouco tempo, despertar interesse por um destino que até então era desconhecido para grande parte do público.
Mais do que uma tendência passageira, o set-jetting mostra como filmes e séries passaram a influenciar diretamente a maneira como muitas pessoas escolhem seus destinos de férias.
O que é set-jetting?
Set-jetting é o turismo motivado por filmes, séries, documentários e outras produções audiovisuais.
Em vez de decidir uma viagem apenas pelo preço, clima, praias, monumentos ou atrações tradicionais, o viajante acrescenta outro fator à escolha: a vontade de conhecer um lugar que viu na televisão, no cinema ou em uma plataforma de streaming.
Pode ser uma grande cidade, como Londres ou Paris, ou uma pequena localidade que ganhou destaque internacional depois de aparecer em uma produção de sucesso.
O interesse pode assumir diferentes formas:
- visitar uma locação específica;
- conhecer a cidade onde a história foi filmada;
- fazer um tour relacionado a uma produção;
- visitar restaurantes, hotéis ou estabelecimentos que aparecem na tela;
- conhecer paisagens naturais utilizadas como cenário;
- fotografar locais famosos de filmes e séries;
- experimentar atividades semelhantes às realizadas pelos personagens.
Em alguns casos, o viajante nem sequer sabia que determinado lugar existia antes de assistir à produção.
Como filmes e séries mudaram a escolha dos destinos
Durante décadas, a televisão e o cinema já influenciavam o imaginário turístico. Filmes ambientados em Paris, Roma, Nova York ou Londres ajudaram a construir uma imagem romântica e cinematográfica dessas cidades.
A grande diferença atualmente está no alcance do streaming.
Uma série pode ser lançada simultaneamente em vários mercados e permanecer disponível durante anos. O espectador pode descobrir uma produção muito tempo depois da estreia e, mesmo assim, desenvolver interesse pelo local onde ela foi gravada.
Além disso, as plataformas de streaming favorecem a descoberta de destinos menos conhecidos.
Uma produção ambientada em uma pequena cidade europeia, por exemplo, pode fazer com que milhares de pessoas procurem o nome daquele lugar na internet imediatamente após assistir aos episódios.
A viagem começa muitas vezes diante da tela, antes mesmo da compra da passagem.
Por que o streaming fortaleceu o set-jetting?
A televisão tradicional tinha horários determinados e dependia da programação das emissoras. O streaming mudou completamente esse comportamento.
Hoje, o espectador pode assistir a vários episódios consecutivamente, descobrir uma produção estrangeira e pesquisar imediatamente onde as cenas foram gravadas.
Esse processo cria uma sequência bastante poderosa:
assistir → se interessar → pesquisar → salvar o destino → planejar a viagem.
As redes sociais ampliam ainda mais esse efeito.
Depois de assistir a uma série, o viajante encontra no Instagram, TikTok, YouTube e Pinterest fotografias e vídeos de outras pessoas visitando as mesmas locações. Isso reforça o desejo de conhecer o lugar pessoalmente.
O destino deixa de ser apenas um cenário fictício e passa a fazer parte do imaginário do espectador.
Locação real ou cenário de estúdio?
Existe uma diferença importante entre os lugares mostrados nas produções.
Nem tudo o que aparece na tela existe exatamente daquela maneira no mundo real.
Algumas cenas são gravadas em:
- locações reais;
- estúdios;
- cidades cenográficas;
- propriedades privadas;
- espaços que representam outros lugares;
- combinações de cenários reais com efeitos digitais.
Por isso, antes de planejar uma viagem cinematográfica, é importante descobrir onde determinada cena foi realmente filmada.
Uma cidade fictícia pode, por exemplo, ter sido representada por várias cidades reais diferentes.
Também é possível que uma residência mostrada em uma série seja uma propriedade particular, sem acesso público.
Destinos de filmes e séries que conquistaram os turistas
Existem centenas de exemplos de lugares que ganharam destaque turístico depois de aparecerem em grandes produções. Alguns deles se tornaram verdadeiros clássicos do set-jetting.
Nova York: uma cidade que já era um cenário cinematográfico
Poucas cidades do mundo aparecem tanto em filmes e séries quanto Nova York.
Manhattan, Brooklyn, Queens e outros bairros da cidade serviram de cenário para inúmeras produções.
Central Park, Times Square, Brooklyn Bridge e diversos edifícios e ruas aparecem constantemente na televisão e no cinema.
Produções ambientadas em Nova York ajudaram a transformar determinados locais em pontos obrigatórios para fãs que desejam reconhecer pessoalmente os cenários vistos na tela.
A vantagem para o turista é que muitos desses lugares são espaços públicos e podem ser visitados sem necessidade de pagar ingresso.
Londres: de Harry Potter a grandes produções
Londres é outro destino extremamente associado ao cinema.
A cidade aparece em inúmeras produções internacionais, mas a franquia Harry Potter ajudou a criar uma relação particularmente forte entre o turismo e o audiovisual britânico.
Locações utilizadas nos filmes podem ser encontradas em diferentes partes da Inglaterra, incluindo locais históricos e estações ferroviárias.
A própria Londres também aparece em inúmeras outras produções, permitindo que o visitante monte praticamente um roteiro cinematográfico pela cidade.
Para quem pretende fazer esse tipo de viagem, vale pesquisar previamente quais locais estão próximos uns dos outros. Isso pode reduzir bastante os gastos com transporte.
Edimburgo e as paisagens da Escócia
A Escócia possui paisagens que parecem ter sido criadas especialmente para o cinema.
Castelos, montanhas, lagos, estradas e pequenas localidades são utilizados como cenário para diferentes produções.
Filmes e séries de fantasia e aventura contribuíram para aumentar o interesse turístico pela região.
Nesse caso, o set-jetting pode ser combinado com turismo de natureza e história.
Em vez de visitar apenas uma locação, o viajante pode montar um roteiro envolvendo castelos, trilhas, vilarejos e paisagens próximas.
Nova Zelândia e o universo de O Senhor dos Anéis
Um dos exemplos mais conhecidos de turismo cinematográfico está na Nova Zelândia.
As paisagens utilizadas nas produções de O Senhor dos Anéis e O Hobbit ajudaram a transformar o país em um destino desejado por fãs de fantasia.
Algumas locações e atrações relacionadas às produções podem ser visitadas por turistas.
O caso neozelandês mostra como o cinema pode fazer muito mais do que divulgar uma cidade. Uma produção audiovisual pode ajudar a transformar a identidade turística de um país inteiro.
Game of Thrones e a Irlanda do Norte
A Irlanda do Norte também ganhou enorme visibilidade internacional com Game of Thrones.
Diversos cenários naturais, estradas, castelos e paisagens da região foram utilizados nas gravações.
O sucesso da série estimulou o desenvolvimento de roteiros turísticos relacionados à produção.
Para o visitante, uma das vantagens é poder combinar as locações com outros atrativos históricos e naturais da região.
Dubrovnik e o sucesso de Game of Thrones
A cidade de Dubrovnik, na Croácia, tornou-se um dos exemplos mais conhecidos de como uma série pode alterar a percepção turística de um destino.
Suas muralhas, ruas históricas e arquitetura medieval serviram de cenário para King’s Landing, uma das localidades fictícias mais importantes de Game of Thrones.
O resultado foi uma enorme procura de fãs interessados em reconhecer os cenários vistos na produção.
Mesmo quem não acompanha a série pode aproveitar a viagem para conhecer a cidade histórica, suas muralhas e o litoral croata.
Paris e o poder da estética romântica
Paris não precisava de uma série para ser famosa. Ainda assim, produções audiovisuais continuam reforçando seu poder de atração.
Séries como Emily in Paris ajudaram a apresentar a capital francesa a uma nova geração de espectadores, mostrando cafés, ruas, jardins, restaurantes e bairros que passaram a fazer parte do imaginário de fãs em diferentes países.
O fenômeno demonstra que o set-jetting não depende necessariamente de um destino desconhecido.
Uma produção pode renovar o interesse por uma cidade que já é mundialmente famosa.
Itália: Toscana, Roma, Sicília e outros cenários
A Itália é praticamente um destino natural para o turismo cinematográfico.
Roma, Veneza, Florença, Toscana, Sicília e diversas outras regiões aparecem frequentemente em filmes e séries.
Produções ambientadas no país exploram elementos que já fazem parte de sua identidade turística: gastronomia, arquitetura, paisagens, história e estilo de vida.
Para o visitante, isso cria uma oportunidade interessante: transformar cenas de filmes em pontos de partida para conhecer regiões inteiras.
Locais famosos que qualquer pessoa pode visitar
Uma das melhores características do set-jetting é que muitas locações não são atrações fechadas ou propriedades particulares.
O turista pode simplesmente chegar ao local e conhecê-lo.
Ruas, praças, pontes, parques, estações ferroviárias e determinados monumentos podem fazer parte do roteiro sem exigir uma experiência exclusivamente voltada para fãs.
Isso torna o turismo cinematográfico acessível para diferentes perfis de viajantes.
Praças, ruas e bairros
Quando uma série utiliza uma rua real como cenário, muitas vezes não é necessário pagar nada para conhecê-la.
O visitante pode caminhar pelo bairro, observar a arquitetura, visitar estabelecimentos locais e comparar a paisagem real com aquilo que viu na produção.
Estações ferroviárias
Estações são cenários recorrentes em filmes e séries.
Além de serem facilmente acessíveis em muitos destinos, elas também podem funcionar como pontos estratégicos do próprio roteiro.
O viajante pode conhecer a locação e, ao mesmo tempo, utilizá-la para se deslocar para outra região.
Parques e áreas públicas
Parques são excelentes exemplos de locações cinematográficas que podem ser visitadas gratuitamente.
Central Park, em Nova York, é um caso clássico.
A experiência fica ainda mais interessante quando o visitante identifica previamente cenas específicas gravadas naquele espaço.
Castelos e monumentos
Castelos e edifícios históricos costumam ter maior controle de acesso.
Alguns podem ser visitados mediante ingresso, enquanto outros funcionam como museus, hotéis ou propriedades particulares.
Por isso, é fundamental conferir as regras antes de incluir o local no roteiro.
O que fazer antes de viajar para uma locação famosa
A vontade de conhecer um cenário pode ser suficiente para despertar o interesse, mas um pouco de planejamento evita frustrações.
Antes de comprar ingressos ou reservar hospedagem, pesquise:
1. A locação é realmente naquele lugar?
Muitas produções utilizam cidades diferentes para representar determinado destino.
2. O local está aberto ao público?
Uma casa ou propriedade particular pode aparecer várias vezes na tela, mas não significa que possa ser visitada.
3. Existe cobrança de entrada?
Museus, castelos, estúdios e atrações oficiais geralmente possuem ingresso.
4. O local está preservado?
Algumas locações mudaram desde as filmagens.
5. A distância entre as atrações é grande?
Isso influencia diretamente o orçamento.
6. É permitido fotografar?
Em propriedades privadas ou atrações fechadas, podem existir restrições.
Como economizar em uma viagem de set-jetting
Conhecer locações famosas não precisa necessariamente significar uma viagem cara.
Com planejamento, é possível reduzir bastante os custos.
Escolha destinos com várias locações próximas
Essa é uma das melhores estratégias.
Se várias cenas foram gravadas na mesma cidade, você pode conhecer diferentes locais caminhando ou utilizando transporte público.
Isso reduz gastos com táxi, aplicativos e aluguel de carro.
Aproveite locais públicos
Antes de comprar um ingresso para um tour cinematográfico, descubra quais locações podem ser visitadas gratuitamente.
Muitas vezes, o cenário mais famoso de uma produção é simplesmente uma rua, praça ou paisagem natural.
Evite a alta temporada
Destinos extremamente populares podem ficar muito mais caros durante férias escolares, feriados e meses de verão.
Se houver flexibilidade, viajar na baixa ou média temporada pode resultar em economia significativa em hospedagem e transporte.
Compare aeroportos
Em alguns destinos internacionais, chegar por um aeroporto diferente pode ser mais barato.
Entretanto, é importante considerar o custo do deslocamento até a cidade.
Uma passagem aérea aparentemente barata pode deixar de ser vantajosa se o transporte terrestre for muito caro.
Reserve hospedagem fora das áreas mais turísticas
Hospedar-se exatamente no centro de uma cidade famosa pode aumentar consideravelmente o orçamento.
Uma alternativa é escolher bairros bem conectados por transporte público.
O dinheiro economizado na hospedagem pode ser utilizado em atrações, alimentação ou outros passeios.
Faça parte do roteiro por conta própria
Nem sempre é necessário contratar um tour especializado.
Para muitas locações públicas, basta pesquisar previamente o endereço e montar o percurso.
Tours oficiais podem ser interessantes para fãs muito dedicados, mas não são obrigatórios para conhecer todos os lugares.
Utilize transporte público
Em grandes cidades, metrô, ônibus e trens geralmente oferecem uma alternativa muito mais econômica do que táxis e carros particulares.
Além de economizar, o transporte público permite experimentar a rotina da cidade.
Vale a pena pagar por um tour cinematográfico?
Depende do perfil do viajante.
Para quem é fã de determinada série ou franquia, um tour especializado pode proporcionar informações que seriam difíceis de encontrar sozinho.
Guias podem contar curiosidades sobre as gravações, explicar mudanças feitas nos cenários e mostrar locais que não são tão conhecidos.
Por outro lado, para quem deseja apenas conhecer alguns lugares famosos, pesquisar previamente pode ser suficiente.
O melhor roteiro não é necessariamente o mais caro, mas aquele que combina o interesse do viajante com o orçamento disponível.
Set-jetting não significa visitar apenas lugares fictícios
Outro erro comum é imaginar que uma viagem cinematográfica precisa ser totalmente dedicada a uma produção.
Não é necessário.
Uma viagem pode combinar:
- locações de filmes;
- monumentos históricos;
- gastronomia;
- praias;
- museus;
- parques;
- compras;
- atividades culturais;
- vida noturna;
- experiências tradicionais.
Assim, o visitante não fica limitado ao universo de uma única produção.
Uma viagem para Dubrovnik, por exemplo, pode incluir locações de Game of Thrones e, ao mesmo tempo, praias, gastronomia, história e arquitetura.
A diferença entre cenário e experiência real
Existe também uma questão importante: o lugar que aparece na tela nem sempre corresponde à experiência cotidiana.
O cinema utiliza iluminação, enquadramentos, edição, trilha sonora e efeitos visuais para transformar ambientes.
Uma pequena rua pode parecer enorme.
Um restaurante comum pode parecer sofisticado.
Uma paisagem pode parecer completamente diferente dependendo da estação do ano e das condições climáticas.
Por isso, é interessante viajar com expectativas realistas.
Conhecer a locação é uma experiência diferente de entrar na história.
O objetivo é justamente perceber como o cinema transforma lugares reais em mundos imaginários.
O impacto econômico do turismo cinematográfico
O set-jetting pode beneficiar muito mais do que hotéis e empresas de turismo.
Quando uma produção coloca uma região em evidência, podem surgir oportunidades para:
- restaurantes;
- lojas;
- guias turísticos;
- museus;
- hotéis;
- empresas de transporte;
- agências de viagem;
- produtores locais;
- artesãos;
- atrações culturais.
Uma cidade pouco conhecida pode ganhar uma nova fonte de visitantes.
Em alguns casos, o interesse permanece mesmo depois que a série termina.
Isso acontece porque novos espectadores continuam descobrindo produções antigas nas plataformas de streaming.
O lado negativo do sucesso
O turismo cinematográfico também pode trazer desafios.
Quando milhares de pessoas passam a visitar simultaneamente um local pequeno, podem surgir problemas relacionados a:
- excesso de turistas;
- trânsito;
- aumento dos preços;
- lixo;
- barulho;
- desgaste de monumentos;
- perda de privacidade dos moradores.
Por isso, o viajante responsável deve respeitar as regras locais.
Não entrar em propriedades privadas, não bloquear ruas, não produzir barulho excessivo e não danificar cenários ou monumentos são atitudes básicas.
Em áreas naturais, também é importante seguir as trilhas e não retirar elementos da paisagem.
Como ser um turista cinematográfico responsável
O fato de uma casa aparecer em uma série não significa que seus moradores tenham escolhido participar da fama.
Se a locação for uma residência particular, o correto é respeitar a privacidade.
Também é importante lembrar que muitas cidades são, antes de tudo, locais onde pessoas vivem e trabalham.
Uma boa experiência turística não deve prejudicar quem mora no destino.
O ideal é consumir serviços locais, respeitar os espaços públicos e seguir as orientações das autoridades.
Redes sociais e o novo ciclo do turismo
O set-jetting também ganhou força graças às redes sociais.
Um viajante visita uma locação, publica um vídeo e alcança milhares ou milhões de pessoas. Outros espectadores descobrem aquele local e passam a desejar a mesma experiência.
Assim, cria-se um ciclo:
filme ou série → streaming → redes sociais → desejo de viajar → turismo → novos conteúdos nas redes sociais.
Isso explica por que determinados destinos podem experimentar uma explosão de interesse em um período relativamente curto.
Como montar seu próprio roteiro de set-jetting
Você não precisa esperar uma agência oferecer um pacote.
É possível criar o próprio roteiro.
Comece escolhendo um filme ou série que realmente desperte seu interesse.
Depois, pesquise todas as locações relevantes e marque-as em um mapa.
Em seguida, organize os pontos por proximidade.
Separe os locais em três grupos:
Gratuitos: ruas, praças, parques e determinados espaços públicos.
Pagos: museus, castelos, estúdios, tours e atrações oficiais.
Privados: locais que podem ser vistos apenas externamente ou que não permitem visitação.
Depois disso, confira horários, preços, regras de acesso e tempo necessário para cada atração.
O resultado pode ser um roteiro muito mais econômico e personalizado.
Um roteiro pode começar antes mesmo da viagem
Uma maneira interessante de aproveitar o set-jetting é assistir novamente à produção antes de viajar.
Dessa vez, observe detalhes do cenário.
Preste atenção em:
- ruas;
- placas;
- prédios;
- pontes;
- estações;
- restaurantes;
- paisagens;
- monumentos.
Faça uma lista dos lugares que deseja reconhecer.
Durante a viagem, a experiência passa a ser quase uma espécie de caça ao tesouro.
Set-jetting para diferentes tipos de viajantes
O turismo cinematográfico não é exclusivo dos fãs de grandes franquias.
Para famílias
Filmes infantis e produções de aventura podem inspirar viagens que combinam diversão e cultura.
Para casais
Produções românticas podem servir como inspiração para conhecer cidades, restaurantes, cafés e paisagens.
Para fãs de história
Filmes históricos podem despertar interesse por castelos, palácios, cidades antigas e museus.
Para amantes da natureza
Séries e filmes gravados em montanhas, praias, florestas e parques podem incentivar viagens de aventura.
Para fãs de gastronomia
Produções que valorizam restaurantes e culinária local podem transformar uma viagem em uma experiência gastronômica.
O futuro do set-jetting
A tendência deve continuar ganhando espaço à medida que o audiovisual se torna cada vez mais internacional.
Produções de diferentes países podem alcançar públicos globais sem depender exclusivamente das salas de cinema ou da televisão tradicional.
Uma série produzida em um país pode fazer com que espectadores do outro lado do mundo desejem conhecer suas paisagens.
Além disso, a facilidade para pesquisar informações sobre locações torna o planejamento muito mais simples.
Hoje, poucos minutos de pesquisa podem revelar onde uma determinada cena foi filmada, como chegar ao local e quais outras atrações existem nas proximidades.
Como escolher o próximo destino inspirado por um filme ou série
Não existe uma fórmula única.
O melhor destino é aquele que reúne três elementos:
interesse pessoal, facilidade de acesso e orçamento compatível.
Não vale a pena atravessar o mundo apenas para fotografar uma única esquina se a viagem comprometer completamente o orçamento.
Por outro lado, se uma produção despertou um verdadeiro interesse por uma cidade ou região, a viagem pode se transformar em uma experiência muito mais ampla.
O filme ou a série pode ser apenas o ponto de partida.
Set-jetting: quando a ficção encontra o turismo
O crescimento do set-jetting revela uma transformação interessante na maneira como as pessoas escolhem onde passar as férias.
Antes, o turista procurava um destino e depois descobria seus cenários.
Agora, muitas vezes acontece o contrário: o espectador conhece primeiro o cenário pela tela e só depois decide conhecer o destino real.
Filmes e séries conseguem transformar ruas comuns em pontos turísticos, pequenas cidades em destinos internacionais e paisagens desconhecidas em lugares desejados por viajantes de todo o mundo.
E talvez essa seja a principal característica do fenômeno: a viagem começa muito antes de fazer as malas.
Para quem deseja experimentar esse tipo de turismo, não é necessário gastar uma fortuna nem seguir exclusivamente roteiros comerciais. Com pesquisa, planejamento e respeito aos locais visitados, é possível transformar uma produção favorita em uma experiência de viagem única.
No fim, o set-jetting não consiste apenas em visitar o lugar onde uma cena foi gravada. É uma maneira diferente de conectar cultura, entretenimento, história e turismo — levando para o mundo real um pouco da magia que começou na tela.